Política

Câmara de Taboão restringe acesso na Fase Vermelha

 

A Câmara Municipal de Taboão da Serra adotou medidas restritivas após a reclassificação do Governo do Estado colocando as cidades de São Paulo na Fase Vermelha devido à pandemia de Covid-19.

Entre as principais medidas tomadas está a restrição do acesso ao prédio da Câmara Municipal de Taboão da Serra. Somente servidores, prestadores de serviço e vereadores terão acesso ao local durante a Fase Vermelha do Plano São Paulo.

As sessões continuarão sendo realizadas remotamente e transmitidas on-line pelo canal oficial do Poder Legislativo no Youtube. Todos os eventos coletivos ficarão suspensos por tempo indeterminado. As audiências públicas poderão ser realizadas no período e também serão transmitidas pela Internet.

Funcionários no grupo de risco, servidoras gestantes ou lactantes, além de mães com menos de um ano passarão ao regime de Home Office. Nos gabinetes e no setor administrativo da Casa será implantado um sistema de revezamento enquanto durar a Fase Vermelha e as restrições impostas pelo Governo do Estado. 

De acordo com a direção da Câmara Municipal, todas as medidas estão sendo tomadas para evitar aglomerações na tentativa de diminuir a contaminação pelo coronavírus e seguem medidas tomadas em outras Câmaras Municipais e em diversos setores do Governo Estadual.

Texto Assessoria de Imprensa e foto Leandro Barreira / CMTS

Câmara aprova pacote de projetos que impacta servidores e reforça segurança em Taboão da Serra

 
A Câmara Municipal de Taboão da Serra aprovou por unanimidade, na sessão desta terça-feira (14), quatro projetos de lei encaminhados pelo prefeito Daniel Bogalho que impactam diretamente o funcionalismo público e a área de segurança no município.
As propostas tratam da ampliação de benefícios para profissionais da saúde, além da criação da Ouvidoria da Guarda Civil Municipal, reestruturação da Corregedoria da corporação e implantação do Fundo Municipal de Segurança Pública.
Segundo o presidente da Câmara, Carlinhos do Leme, a aprovação unânime reforça o compromisso do Legislativo com pautas consideradas estratégicas para a cidade.
“Os vereadores demonstraram responsabilidade ao aprovar projetos importantes. São iniciativas que valorizam os servidores, especialmente da saúde, e fortalecem a segurança pública do município”, afirmou.
Ele destacou ainda que as medidas são estruturantes e devem refletir diretamente na qualidade dos serviços oferecidos à população. “A criação da Ouvidoria, o fortalecimento da Corregedoria e o Fundo de Segurança representam avanços importantes em transparência, eficiência e investimento”, completou.
Valorização dos profissionais da saúde
Um dos projetos aprovados prevê mudanças em leis complementares para ampliar a gratificação por desempenho dos servidores da saúde, podendo chegar a até 40% sobre o salário-base.
A medida contempla categorias como enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, fisioterapeutas e odontólogos, incluindo também médicos da família. O texto garante o pagamento do benefício a servidores municipalizados e contratados.
Outro ponto é a criação do cargo de técnico em radiologia, com remuneração equivalente a dois salários mínimos federais.
Ouvidoria da GCM
Também foi aprovada a criação da Ouvidoria Pública da Guarda Civil Municipal, que atuará como um canal direto entre a população e a corporação.
O órgão terá autonomia para receber denúncias, sugestões e reclamações, além de acompanhar demandas e propor melhorias nos serviços prestados, ampliando a transparência e a participação popular.
Corregedoria com mais autonomia
Outro projeto aprovado reestrutura a Corregedoria da Guarda Civil Municipal, que passa a ter maior independência para atuar na apuração de infrações disciplinares.
A nova estrutura prevê a realização de investigações, auditorias e fiscalização interna, com foco no fortalecimento dos mecanismos de controle e na melhoria da atuação da corporação.
Fundo de Segurança Pública
Fechando o pacote, os vereadores aprovaram a criação do Fundo Municipal de Segurança Pública.
O fundo será destinado ao financiamento de ações, programas e investimentos na área, incluindo aquisição de equipamentos, tecnologia, capacitação de agentes, iluminação pública e projetos de prevenção à violência.
A medida também abre possibilidade para parcerias com os governos estadual e federal, ampliando a captação de recursos para o setor.

Texto com informações e fotos Leandro Barreira / CMTS

Engenheiro Daniel anuncia que é o novo secretário de Obras do governo Ney Santos

O ex-candidato a prefeito pelo PSDB em Taboão da Serra, Engenheiro Daniel se filiou ao Republicanos e aceitou o convite para ser secretário de Obras do governo Ney Santos.

 
Foi o próprio ex-candidato que anunciou as informações em sua página da rede social, Facebook. "Dei início a uma nova história na minha vida política", disse Daniel. 
 
Com a filiação Daniel assume a presidência municipal do Republicanos em Taboão da Serra. Ele agradeceu a ex-vereadora Priscila Sampaio "que teve importante participação nessa indicação", observou.  
 
Daniel obteve com o apoio recebido pelo ex-prefeito Fernando Fernandes, mais de 66 mil votos. Aprígio venceu a eleição. Fernandes havia declarado que Daniel seria o "candidato natural" a prefeito daqui 4 anos. 
 
Foto divulgação facebook 

Justiça Eleitoral cassa diplomas de vereadores do Republicanos em Juquitiba por fraude à cota de gênero nas eleições de 2024

 

A Justiça Eleitoral da 201ª Zona de Itapecerica da Serra julgou procedentes as Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) propostas contra o Partido Republicanos (PRB) de Juquitiba e seus candidatos, por fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. A decisão, proferida nos processos nº 0601527-45.2024.6.26.0201 e 0601529-15.2024.6.26.0201, determinou a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da legenda e dos diplomas de todos os vereadores eleitos vinculados à chapa proporcional.

A ação foi movida inicialmente por André Gonçalves (PODEMOS) e, após a desistência, assumida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Outro processo com mesmo objeto foi proposto por Rogério de Souza Ramos e Nilson Santos Bonfim, sendo ambos julgados conjuntamente.

Segundo a sentença, os investigados — Maíra Pigosso Victor Vieira, Fábio de Oliveira Leitão, Leonardo Henrique Lopes Tavares, Luiz Cesar Godinho e Adélia Cardozo — teriam concorrido em uma chapa na qual a candidatura de Adélia Cardozo foi considerada fictícia, usada apenas para cumprir formalmente a exigência legal de 30% de candidaturas femininas prevista no artigo 10, §3º, da Lei nº 9.504/1997.

Fraude caracterizada por indícios robustos

De acordo com o juiz responsável pelo caso, a fraude ficou comprovada por “indícios robustos”, entre eles:

  1. Votação inexpressiva — a candidata obteve apenas cinco votos;
  2. Ausência total de gastos de campanha, indicando inatividade financeira;
  3. Inexistência de atos de campanha, sem materiais, publicações ou atividades que demonstrassem esforço eleitoral real.

A sentença destaca que tais elementos configuram “desvio de finalidade”, demonstrando que a candidatura foi usada apenas para preencher a cota de gênero, sem efetiva intenção de concorrer. O magistrado classificou a prática como abuso de poder político, violando os princípios de igualdade e participação feminina no processo eleitoral.

Defesa rejeitada

Na defesa conjunta, os investigados alegaram nulidade de citação e inepcia da inicial por falta de provas. Ambos os argumentos foram rejeitados pelo juiz, que afirmou que o comparecimento espontâneo e a apresentação de defesa supriram eventual vício processual e que a petição inicial possuía justa causa e plausibilidade jurídica.

Ainda segundo a defesa, Adélia Cardozo teria cumprido todas as obrigações formais e prestado contas aprovadas. No entanto, o juízo entendeu que a ausência de movimentação financeira e de atos de campanha comprova a inexistência de propósito eleitoral legítimo.

Efeitos da decisão

O juiz eleitoral determinou:

A cassação do DRAP do Partido Republicanos referente às eleições de 2024;

A cassação dos diplomas de todos os candidatos eleitos pela legenda, independentemente de prova de participação ou anuência (conforme Súmula nº 73 do TSE);

A decretação da inelegibilidade de Adélia Cardozo, Leonardo Henrique Lopes Tavares e Luiz Cesar Godinho, por oito anos, por prática de fraude à cota de gênero;

A nulidade dos votos obtidos pelo Republicanos nas eleições proporcionais de Juquitiba, com recontagem dos quocientes eleitoral e partidário para redefinição das cadeiras na Câmara Municipal.

Após o trânsito em julgado, a Justiça Eleitoral deverá oficiar a Câmara Municipal de Juquitiba para ciência integral da decisão e execução dos efeitos determinados.

Entenda o caso

O caso envolveu a candidatura de Adélia Cardozo, apontada pelo Ministério Público Eleitoral como inexistente na prática, já que obteve apenas cinco votos, não apresentou despesas de campanha e não realizou nenhum ato público de divulgação. Segundo o MPE, a situação representou tentativa de burlar a política de incentivo à participação feminina nos pleitos municipais.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), em decisão anterior, havia mantido a diplomação dos eleitos até o julgamento final. Com a sentença de primeiro grau agora proferida, o caso ainda cabe recurso ao próprio TRE-SP.

Paulo Talarico / Agência Mural

Eduardo Nóbrega anuncia apoio ao candidato a prefeito Aprígio 

O vereador e ex-candidato ao majoritário, Eduardo Nóbrega (MDB), decidiu apoiar Aprígio para prefeito de Taboão da Serra no 2° turno.
 
O anúncio de apoio à Aprígio, aconteceu na noite da última quinta, 19 de novembro. De acordo com Nóbrega, a conversa de negociação não durou  nem dois minutos, porém ele recuou na terça e a live foi cancelada. A decisão se arrastou até quinta. 
 
“Eu estou com eles porque nós queremos o hospital público veterinário, UBSs funcionando até às 21h", disse. Aprígio por sua vez, frisou estar honrado com a parceria "porque sabe que é duradoura e honesta de verdade".
 
Noventa que estava ao lado de Nóbrega durante a campanha anunciou apoio na candidatura do Engenheiro Daniel (PSDB). Moreira, que era vice de Nóbrega na disputa, ficou neutro e não declarou apoio a nenhum dos candidatos. 
A eleição para o 2° turno acontece dia 29 de novembro das 7h às 17h. Disputam à Prefeitura Aprígio (Podemos) e Engenheiro Daniel (PSDB).
 
Foto divulgação Ian 

Prefeito de Embu-Guaçu tem mandato extinto pela Câmara e vice assume o cargo

 

A Câmara Municipal de Embu-Guaçu oficializou nesta quinta-feira (03) a extinção do mandato do prefeito André George Neres de Farias. A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, João Domingues Mendes, com base no artigo 78 da Lei Orgânica do Município e foi registrada por meio do Ato da Presidência nº 020/2025. Nesta sexta, 4/7, uma sessão extraordinária será realizada para extinguir o mandato de Neres e será declarado como prefeito, o vice: Francisco José do Nascimento, conhecido como Neguinho.

A medida cumpre determinação judicial da 370ª Zona Eleitoral, assinada pelo juiz Dr. André Livinallly Wedy, que comunicou a suspensão dos direitos políticos de André Neres em razão de condenação criminal com trânsito em julgado, conforme a ação penal nº 1511159-48.2022.8.26.0177. A certidão de quitação eleitoral, afixada no mural da Câmara, comprova que o então prefeito não está quite com a Justiça Eleitoral, o que o impede de exercer cargos eletivos.

Impacto administrativo e nova gestão

Com a perda de mandato, a Câmara notificou o vice-prefeito Francisco José do Nascimento, que deve assumir interinamente a chefia do Executivo. O Tribunal Regional Eleitoral também foi comunicado. Uma sessão extraordinária será convocada para formalizar a decisão em ata, como prevê a legislação municipal.

Mesmo após a condenação e com ciência da ação judicial, o ex-prefeito assinou um contrato emergencial de R$ 7,5 milhões na área da saúde. A legalidade da contratação pode ser questionada, já que ele se encontrava em situação jurídica fragilizada.

O episódio repercute fortemente no meio político local e levanta debates sobre a responsabilização de agentes públicos condenados judicialmente e a importância do cumprimento das decisões judiciais.

Condenação teve origem em medida protetiva descumprida

Segundo sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo, André Neres foi condenado a 4 meses e 20 dias de detenção em regime aberto, com suspensão condicional da pena por dois anos (sursis), por ter descumprido medida protetiva imposta em favor de sua ex-esposa, Talita David Neres de Farias. O caso remonta a 18 de maio de 2022, quando o então candidato à reeleição entrou em uma padaria e permaneceu no mesmo ambiente da vítima, contrariando a determinação judicial de afastamento e proibição de contato.

Durante o processo, o réu alegou que estava em campanha e teria apenas cumprimentado moradores no local. A Justiça, no entanto, entendeu que houve violação da ordem judicial.

Foto divulgação

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