A Polícia Civil confirmou que a perícia complementar realizada com uso de luminol em imóveis possivelmente ligados à execução do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, apontou resultado positivo para sangue humano. A investigação também avançou com a prisão de cinco suspeitos, além da expedição de mais quatro mandados de prisão temporária, que ainda não foram cumpridos.
As amostras coletadas durante a perícia serão encaminhadas para exames de DNA, que devem confirmar se o material genético encontrado pertence ao policial. A confirmação é considerada fundamental para a consolidação da linha investigativa.
Prisões e mandados em aberto
Até o momento, cinco suspeitos já foram presos no âmbito da investigação. Além deles, outros quatro investigados tiveram a prisão temporária expedida pela Justiça, mas ainda não foram detidos.
De acordo com apuração do Click Regional, entre os investigados com mandados de prisão temporária em aberto,
dois são suspeitos de participação na desova do corpo, enquanto outros dois teriam atuado no chamado “Tribunal do Crime”, que culminou na morte do policial militar.
Entre os presos está Leandro Sotero, de 33 anos, capturado na última sexta-feira (16). Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como o responsável por transportar o corpo do PM do bar, na zona sul de São Paulo, até um sítio em Embu-Guaçu, onde o cadáver foi enterrado. A investigação indica que ele participou diretamente da ocultação do corpo.
Também estão presos temporariamente:
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Riclécio, apontado como traficante que discutiu com o policial;
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Isaque, que conhecia o PM e teria facilitado o contato com os criminosos;
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Gleison, suspeito de transportar os galões de combustível usados para incendiar o veículo da vítima;
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André, caseiro do sítio onde o corpo foi localizado.
Dinâmica da execução
Segundo a investigação e apuração da reportagem, o policial foi retirado de um bar no Horizonte Azul, na zona sul da capital, por criminosos e levado para uma residência próxima, atribuída ao proprietário do estabelecimento. Duas casas estão sob investigação: uma ao lado do bar e outra a cerca de 30 metros, apontada como o principal local onde teriam ocorrido os atos iniciais da execução.
A linha investigativa aponta que, ao perceber que seria morto, o PM tentou fugir, caindo sobre o telhado da casa vizinha e quebrando telhas de amianto. Em seguida, os criminosos teriam ido até o local, recapturado o policial e o levado de volta à residência ligada ao dono do bar, onde a morte teria sido consumada.
Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro do policial circulando pela comunidade e sendo seguido por outro veículo. O automóvel foi encontrado carbonizado ainda na tarde de quinta-feira (8), em uma área de mata no bairro da Lagoa, em Itapecerica da Serra.
Localização do corpo e violência extrema
O corpo de Fabrício Gomes de Santana foi localizado no domingo (11), enterrado em um sítio no bairro Cipó, em Embu-Guaçu, após buscas com cães farejadores. A identificação foi confirmada oficialmente na segunda-feira (12) pela Polícia Técnico-Científica.
Com exclusividade, a reportagem apurou que o corpo apresentava sinais de violência extrema, como:
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mãos amarradas;
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ferimento de grande extensão na região do crânio;
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indícios de que a vítima teria sido mantida com um capuz na cabeça.
Há ainda indícios preliminares de asfixia por torniquete. Exames complementares seguem em andamento para detalhar a causa da morte e a origem das lesões.
A Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento, com diligências em curso para o cumprimento dos mandados de prisão temporária, e que novas prisões não estão descartadas, conforme a conclusão dos laudos técnicos.
A Guarda Civil Municipal de Itapecerica da Serra prendeu um homem em flagrante por violência doméstica no bairro Parque Paraíso. A ocorrência foi atendida pela Equipe Guardiã Maria da Penha, acionada após familiares solicitarem apoio para conter o agressor.
Ao chegar ao endereço, os agentes encontraram a residência em desordem e a vítima em estado de abalo emocional. A mulher relatou que mantinha relacionamento com o suspeito havia cerca de um mês e que, desde então, vinha sofrendo agressões físicas e ameaças. Segundo o relato, o medo impediu que ela acionasse a polícia anteriormente. Os guardas constataram hematomas visíveis no corpo da vítima.
Diante da situação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamado para prestar os primeiros atendimentos médicos. Após os cuidados necessários, a vítima e o autor foram conduzidos à Delegacia de Polícia.
A autoridade policial registrou a ocorrência por violência doméstica, lesão corporal e ameaça, solicitou medidas protetivas de urgência em favor da vítima e manteve a prisão em flagrante do agressor.
Em nota, a Guarda Civil Municipal reiterou o compromisso com a proteção das vítimas e o enfrentamento à violência doméstica, destacando que a denúncia é fundamental para interromper ciclos de agressão e preservar vidas.
Canais de apoio e emergência
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GCM: 153
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Polícia Militar: 190
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Central de Atendimento à Mulher: 180
O colapso registrado na Rodovia Régis Bittencourt, de responsabilidade do governo federal, especialmente na altura do km 286, em Itapecerica da Serra, evidencia uma sequência de falhas que transformou uma forte chuva em um episódio prolongado de caos viário, insegurança e prejuízos a milhares de motoristas.
Após a tempestade registrada na tarde e noite de quinta-feira (15), grande quantidade de lama invadiu a pista, provocando a interdição total da rodovia e congestionamentos que chegam a mais de 40 quilômetros, entre Itapecerica da Serra e São Lourenço, Juquitiba e Miracatu, no sentido São Paulo. Muitos motoristas ficaram presos por mais de vinte horas, passando a noite dentro dos veículos.
Liberação parcial e risco de nova interdição
Por volta das 9h15 desta sexta-feira (16), uma faixa foi liberada, permitindo o escoamento lento do tráfego. No entanto, há alerta de que as pistas podem ser novamente interditadas, caso haja novo deslocamento de lama ou instabilidade no solo, já que a limpeza e a contenção ainda exigem monitoramento constante. Há previsão de mais chuva volumosa pelo menos até segunda-feira, 19/1, segundo os metereologistas.
Lama veio de terreno particular
Segundo informações apuradas pela reportagem do Click Regional, toda a lama que atingiu a rodovia veio de um terreno particular localizado na lateral da Régis Bittencourt. No local, está prevista a implantação de um estacionamento de caminhões, projeto que já havia sido alvo de questionamentos técnicos.
A Prefeitura confirmou que a obra chegou a ser embargada no final do primeiro semestre de 2025, devido à ausência de um talude, estrutura essencial para garantir a estabilidade do solo e evitar deslizamentos, especialmente em períodos de chuva intensa. Essa não foi a primeira vez que a obra causa transtornos, em setembro de 2025, a rodovia ficou interditada por horas.
Trânsito parado e insegurança
Com a rodovia praticamente estacionada durante a madrugada, motoristas ficaram vulneráveis, sem informações claras, sem estrutura adequada e sem alternativas viárias eficazes. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram criminosos se aproveitando do congestionamento para saquear cargas de caminhões, ampliando a sensação de insegurança e abandono.
Falhas previsíveis
Embora o volume de chuva tenha sido elevado mais de 80 mm, especialistas alertam que intervenções em encostas e margens de rodovias exigem planejamento rigoroso, drenagem eficiente e contenções adequadas. A ausência dessas medidas transforma eventos climáticos severos em crises anunciadas, com impactos diretos na mobilidade, na segurança e na economia.
A reportagem segue acompanhando a situação.
As obras de drenagem em andamento na Avenida Nove de Julho, no Parque Paraíso, estiveram no centro das atenções após a forte chuva que atingiu Itapecerica da Serra na quinta-feira (15). Em poucas horas, o volume acumulado chegou a cerca de 90 milímetros, o que resultou em alagamento no trecho, mesmo com intervenções já iniciadas. Em nota ao Click Regional, a Prefeitura afirmou que a primeira fase de obras começou em novembro de 2025, com previsão de conclusão até abril de 2026.
De acordo com informações apuradas pelo Click Regional, a precipitação foi concentrada em um curto intervalo de tempo, cenário que sobrecarrega o sistema de drenagem urbana, especialmente em áreas que historicamente enfrentam dificuldades no escoamento das águas pluviais.
Moradores relatam que, em episódios de chuva mais intensa, há registro de alagamentos que causam prejuízos, com água invadindo residências, perda de utensílios e preocupação recorrente com novos temporais.
Em nota oficial, a Prefeitura explicou que a região da Avenida Nove de Julho convive há décadas com limitações estruturais na rede de drenagem, resultado da falta de modernização da tubulação ao longo de aproximadamente 20 anos. O volume atípico de chuva registrado nesta semana contribuiu para o acúmulo de água observado.
Ainda segundo o município, no início da atual gestão foram feitas tentativas de viabilizar uma obra estrutural definitiva, com investimento estimado em R$ 99 milhões, por meio de recursos federais, mas o pedido não foi aprovado. Diante disso, a solução adotada foi a execução da obra de forma gradual, por etapas.
A previsão meteorológica indica a possibilidade de mais chuva forte e acumulada nos próximos dias.
A recomendação é que motoristas e moradores da região acompanhem os alertas da Defesa Civil (WhatsApp - 11 4666-3415) e evitem áreas com risco de alagamento, especialmente durante períodos de chuva intensa.
Foto divulgação rede social
