Uma briga entre um casal terminou em morte na madrugada de domingo (8) na Estrada Tupinambás, Rua 3, nº 37, no bairro Jardim Branca Flor, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O caso ocorreu por volta das 2h50 e é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com informações registradas pela polícia, policiais militares foram acionados via 190 para atender uma ocorrência de agressão no local. Ao chegarem, os agentes encontraram um homem caído próximo à porta da residência, já sem sinais vitais.
Segundo relato da companheira à polícia, o casal mantinha união estável havia cerca de três anos. Eles eram naturais de Paranatama (PE) e haviam se mudado para Itapecerica da Serra há aproximadamente sete meses. Os dois viviam em um barraco de madeira de um cômodo, localizado no terreno onde também construíam uma casa de alvenaria.
A mulher informou ainda que tem dois filhos de um relacionamento anterior. O mais novo, de 11 anos, estava na residência no momento do ocorrido.
Discussão após ida a bar
Conforme o depoimento prestado à polícia, na noite de sábado (7) o casal foi até um bar da própria comunidade para consumir bebidas alcoólicas. No retorno para casa, por volta das 20h20, os dois iniciaram uma discussão.
Já dentro da residência, o filho da mulher acordou com a briga. Durante o desentendimento, segundo o relato, o homem teria agarrado a companheira pelo pescoço e a pressionado contra uma caixa d’água próxima à porta do barraco.
A mulher afirmou que começou a perder as forças enquanto era sufocada. Nesse momento, o filho teria gritado pedindo para que o pai soltasse a mãe.
Aproveitando a distração, ela pegou uma faca que estava sobre a pia e desferiu um golpe contra o companheiro, que caiu próximo à porta da casa.
Pedido de socorro
Após o ocorrido, a mulher percebeu que o homem não reagia e começou a pedir ajuda na comunidade. Sem receber auxílio, pediu que o filho ligasse para o irmão mais velho, de 17 anos, enquanto ela mesma acionou a Polícia Militar.
A ocorrência foi comunicada oficialmente à polícia às 3h28.
Investigação
A perícia foi acionada para análise do local e exames foram requisitados, incluindo exame de corpo de delito na mulher.
Após análise inicial do caso, a autoridade policial determinou a abertura de inquérito policial para investigar as circunstâncias da morte. A possibilidade de legítima defesa não foi descartada.
Como a mulher acionou a polícia e permaneceu no local aguardando a chegada dos agentes, ela não foi presa em flagrante neste primeiro momento.
O caso segue sob investigação pela Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra.
A Justiça determinou o afastamento cautelar de um delegado da Polícia Civil investigado por suposto envolvimento com uma organização criminosa que atuaria a partir de uma empresa do setor de implementos rodoviários instalada em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A decisão foi tomada na última sexta-feira (6), após pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.
Segundo apurou a reportagem, o delegado afastado seria Luiz Roberto Faria Hellmeister. Ele, no entanto, não atua mais como delegado em Itapecerica da Serra desde 2025.
Na mesma decisão judicial, dois empresários, pai e filho, tiveram a prisão preventiva decretada. Já uma filha de um dos investigados e uma funcionária da empresa foram alvo de medidas cautelares que as impedem de acessar a companhia investigada e determinam comparecimento periódico à Justiça para informar suas atividades.
As cinco pessoas passaram à condição de rés após a Justiça aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público.
De acordo com as investigações, o grupo teria estruturado uma organização criminosa que operava por meio de uma empresa do ramo de implementos rodoviários sediada em Itapecerica da Serra. A suspeita é de que a estrutura empresarial fosse utilizada para comercializar reboques e semirreboques com sinais identificadores adulterados ou suprimidos, muitos deles com origem ilícita.
Para viabilizar o esquema, os veículos eram apresentados como se fossem novos ou de fabricação própria, com emissão de documentos e notas fiscais que mascarariam a real procedência dos equipamentos.
As investigações também apontaram que os líderes do grupo coordenavam as atividades ilícitas e o relacionamento com clientes e funcionários, enquanto outros integrantes atuavam nas áreas administrativa, financeira e comercial da empresa, movimentando valores e participando de transações ligadas ao esquema.
Durante fiscalizações rodoviárias realizadas em diferentes estados, autoridades identificaram implementos registrados como sendo da empresa investigada, mas que apresentavam características estruturais de outros fabricantes, além de indícios de remarcação de chassi.
Segundo o Ministério Público, o delegado denunciado teria utilizado as prerrogativas do cargo para atuar em favor da organização criminosa, facilitando suas atividades e contribuindo para a proteção do grupo.
O caso segue em tramitação na Justiça e as investigações continuam para esclarecer a extensão do esquema e a participação de cada investigado.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do citado. O espaço segue aberto para manifestação.
Uma troca de tiros registrada na manhã de sábado (14) durante um baile funk no bairro Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, deixou seis pessoas baleadas. Duas vítimas morreram no local e outras quatro foram socorridas por ambulâncias e encaminhadas para hospitais da região.
De acordo com informações da Polícia Militar, equipes realizavam patrulhamento pela Rua Póvoa de Varzim após denúncias de perturbação do sossego por conta de um evento conhecido como “pancadão”, que estaria incomodando moradores da região.
Ainda segundo a corporação, durante a ação os policiais teriam sido surpreendidos por disparos efetuados por um suspeitoque estava em uma motocicleta. Os agentes reagiram e houve troca de tiros no local.
Entre as vítimas que morreram estão o pedreiro Francisco Fontenele, de 56 anos, que teria sido atingido no abdômen quando saía para trabalhar, e Kauã Lima, de 22 anos, baleado na região do peito enquanto estava no baile.
As outras quatro pessoas feridas foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde. Segundo a Polícia Militar, elas não correm risco de morte.
De acordo com relatos divulgados pelas autoridades, o motociclista que teria iniciado os disparos fugiu do local e deixou para trás uma passageira ferida. Um revólver calibre 32 também teria sido encontrado na área após o tiroteio.
As circunstâncias da ocorrência ainda serão investigadas. A Polícia Militar informou que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM)para apurar a atuação dos agentes durante a ação.
Paralelamente, a Polícia Civiltambém investiga o caso para identificar de onde partiram os disparos que atingiram as vítimas e esclarecer a dinâmica do ocorrido.
O registro da ocorrência deve ser realizado no 47º Distrito Policial, no Capão Redondo, e o caso pode ser encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável por investigar mortes decorrentes de intervenção policial.
Mais detalhes devem ser divulgados após o avanço das investigações.
A primeira saída temporária de presos de 2026 no Estado de São Paulo começou na terça-feira, 17 de março, beneficiando mais de 30 mil detentos que cumprem pena no regime semiaberto. A autorização permite que eles permaneçam fora das unidades prisionais até o dia 23 de março, quando devem retornar aos presídios.
Popularmente conhecida como “saidinha”, a medida está prevista na legislação brasileira e integra o calendário anual do sistema penitenciário, com o objetivo de contribuir para o processo de ressocialização e permitir que os detentos mantenham contato com familiares.
Apesar disso, a liberação costuma gerar forte debate entre especialistas em segurança pública, autoridades e parte da população, principalmente devido aos casos em que presos beneficiados pelo benefício não retornam às unidades prisionais.
Parte dos detentos não retorna
Levantamentos divulgados em anos anteriores pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e repercutidos pela imprensa mostram que a maioria dos detentos retorna ao sistema prisional dentro do prazo estabelecido pela Justiça.
No entanto, dados divulgados em diferentes saídas temporárias indicam que uma parcela dos beneficiados não retorna às unidades prisionais, passando automaticamente à condição de foragidos da Justiça.
Após pesquisas em dados já divulgados publicamente em anos anteriores, estima-se que entre cerca de 5% e 7% dos presos liberados em saídas temporárias deixam de retornar, o que pode representar centenas ou até milhares de detentos, dependendo do número total autorizado a deixar os presídios.
Quando isso acontece, além de perder o direito ao regime semiaberto e ao benefício, o preso pode ser alvo de novas medidas judiciais e ser procurado pelas autoridades.
Calendário das saídas temporárias
No Estado de São Paulo, estão previstas quatro saídas temporárias ao longo de 2026:
1ª saída (Páscoa): 17 a 23 de março
2ª saída: 16 a 22 de junho
3ª saída: 15 a 21 de setembro
4ª saída (Natal/Ano Novo): 23 de dezembro de 2026 a 5 de janeiro de 2027
Recomendações das autoridades
Com a liberação temporária de milhares de presos, autoridades de segurança pública orientam a população a manter atenção redobrada, principalmente em relação à segurança de residências e veículos.
Entre as recomendações estão manter portas e portões trancados, evitar deixar casas vazias por longos períodos sem monitoramento e comunicar imediatamente qualquer situação suspeita às forças de segurança.
Em casos de emergência, a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou fazer denúncias anônimas pelo Disque Denúncia, no número 181.
O tema segue sendo debatido no país e divide opiniões entre especialistas, juristas e parlamentares sobre os impactos da saída temporária na segurança pública e na política de ressocialização do sistema penal brasileiro.