Um incêndio de possível origem criminosa destruiu o laboratório de informática da escola estadual Instituto Maria Imaculada, localizada na Estrada da Ressaca, no bairro Ressaca, em Itapecerica da Serra, na noite de sábado (25). O caso é investigado pela Polícia Civil e escancara a fragilidade na proteção de equipamentos públicos no município.
Segundo apurou a reportagem do Click Regional, o fogo atingiu diretamente a sala de informática, provocando perda total dos equipamentos e comprometendo toda a estrutura do espaço.
Prejuízo amplo e impacto direto no ensino
O levantamento aponta um cenário de destruição significativa:
  • 66 notebooks (38 Multilaser e 28 Positivo)
  • 11 computadores desktop
  • 5 monitores
  • 1 impressora 3D
  • 4 televisores
  • Equipamentos de som
  • 40 cadeiras e carteiras
  • 10 mesas de informática
  • 2 quadros brancos
  • Armários, arquivos e carrinho para transporte de notebooks
A sala foi completamente consumida pelo incêndio, inviabilizando o uso pedagógico do espaço.
Indícios de invasão e ação intencional
Durante o atendimento da ocorrência, foram encontrados indícios claros de acesso irregular à unidade. Dois bancos estavam posicionados um sobre o outro, o que pode ter sido utilizado para alcançar o telhado. No local, uma telha quebrada também foi identificada.
Relatos apontam ainda que um homem teria sido visto sobre o telhado da escola antes do início do incêndio, elemento que reforça a hipótese de ação criminosa.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas.
Problema maior: escolas vulneráveis na cidade
Embora este caso tenha ocorrido na unidade da região da Ressaca, o cenário de insegurança em escolas públicas de Itapecerica da Serra não é isolado.
Um exemplo recente é o da Escola Estadual Gertrudes Éder, no Valo Velho, que enfrenta uma sequência de invasões e furtos.
Mais de mil alunos da unidade ficaram sem aula recentemente em meio a novos episódios. A suspensão das atividades chegou a ser atribuída oficialmente a uma manutenção elétrica, porém a apuração da reportagem indicou que a última invasão ocorreu durante o feriado de Tiradentes, antes da interrupção.
A escola já foi alvo de oito invasões, com furtos de equipamentos como televisores, retroprojetores e fiação, além de danos estruturais, um histórico que evidencia falhas persistentes na segurança.
Casos diferentes, mesmo problema
Apesar de se tratarem de unidades distintas, os episódios revelam um padrão preocupante: escolas expostas, com estrutura vulnerável e respostas que não conseguem conter a repetição dos crimes.
No caso do incêndio na Ressaca, o prejuízo foi imediato e de grande escala. Já no Gertrudes Éder, o acúmulo de invasões vem, ao longo do tempo, comprometendo o funcionamento da unidade.
Investigação segue
A Polícia Civil investiga todos os casos, inclusive do incêndio. Até o momento, não há informações sobre suspeitos presos.