O prefeito Daniel afirmou, durante coletiva de imprensa na tarde de quinta-feira (13/2), que não está encerrando o programa “Mais Médicos”, mas sim “aderindo a ele da forma correta, recebendo pelos serviços prestados”, explicou. O mandatário reconheceu a importância do programa e a necessidade de mais médicos na cidade, porém destacou que “irá corrigir a forma de participação no programa”. Bogalho ressaltou avanços na área da saúde, defendendo a construção de quatro Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e salientando a importância da entrega de um tomógrafo no Pronto-Socorro Antena, prevista para sexta-feira (14). Confira vídeo da coletiva.

De acordo com o prefeito, a Prefeitura não solicitou o descredenciamento do programa “Mais Médicos”, mas sim a saída de alguns profissionais. A proposta é reorganizar as equipes, que contarão com médico, enfermeira, auxiliar de enfermagem e agente de saúde. “Com essa reestruturação, receberemos um repasse do Ministério da Saúde. Nossa ideia é formar de 63 a 70 equipes com os profissionais que já temos. Assim, conseguiremos incluir essas equipes no programa 'Mais Médicos' e a cidade passará a receber mais de R$ 2 milhões por mês, melhorando o atendimento à população”, afirmou.

Atualmente, segundo o prefeito, a Prefeitura não dispõe de salas suficientes para que os 86 médicos atendam simultaneamente, o que tem levado à adoção de um sistema de revezamento. Ele também citou a construção das UBSs Maria Rosa, Laguna, Trianon e Sítio das Madres como parte do crescimento da rede de saúde.

“Estamos cumprindo o que prometemos durante toda a campanha: uma gestão eficiente para a cidade. Hoje temos um programa que gera prejuízo ao município. Podemos melhorar o atendimento, aprimorar o programa e, ainda, garantir que a cidade receba recursos por isso”, destacou.

Como funciona hoje

“A gestão anterior solicitou 86 médicos, com a Prefeitura arcando com 100% dos custos. Cada profissional recebia R$ 12 mil, além de um auxílio-moradia de R$ 3 mil, totalizando cerca de R$ 15 mil mensais por médico. No total, pagamos pouco mais de R$ 600 mil por mês, enquanto o repasse federal é de apenas R$ 400 mil. Isso gera um déficit de R$ 200 mil, que acaba sendo coberto por recursos de outros programas”, explicou o prefeito.

Foto Ricardo Vaz / Secom