Mais de mil alunos da Escola Estadual Gertrudes Éder, no Valo Velho, em Itapecerica da Serra, não terão aula nesta quarta-feira (22), logo após o feriado prolongado e em pleno fechamento de bimestre, um dos períodos mais importantes do calendário escolar.
A justificativa oficial é de manutenção elétrica. No entanto, a interrupção expõe um problema que vai além de um reparo pontual.
A unidade já havia sido alvo de ao menos duas invasões em menos de 15 dias, com registros de furtos e danos à estrutura. Na ocasião, os alunos também ficaram sem aula, acumulando prejuízos pedagógicos que agora se repetem.
Diante da sequência de ocorrências, pais e responsáveis passaram a questionar se a escola pode ter sido novamente alvo de ação criminosa. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de novos furtos relacionados à interrupção desta quarta-feira.
Apesar de a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmar, em nota ao Click Regional, que os casos foram registrados e que a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) foi acionada para os reparos, a previsão de até 30 dias para conclusão dos serviços levanta questionamentos sobre a agilidade das respostas diante de um problema recorrente.
Na prática, estudantes seguem sendo impactados por falhas na segurança e na manutenção da unidade, sem garantias claras de que o calendário escolar será cumprido sem novos prejuízos.
A Secretaria informa que a escola segue com funcionamento parcial e que foi solicitado reforço no patrulhamento na região. Ainda assim, pais e responsáveis relatam preocupação com a repetição dos problemas e cobram medidas mais efetivas.
O caso reacende o debate sobre segurança nas escolas e a capacidade de resposta diante de ocorrências que afetam diretamente o direito dos alunos à educação.