Entrou em vigor nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, o aumento de 6,11% na conta de água da Sabesp em todo o estado de São Paulo. O reajuste acontece em um momento de insatisfação da população, especialmente nas cidades da região sudoeste da Grande São Paulo, onde moradores enfrentam falta de água com frequência, inclusive durante o período do Natal.
Com o aumento, o valor do metro cúbico de água para famílias com consumo entre 11 m³ e 20 m³ por mês passou de R$ 6,01 para R$ 6,40. Agora, para quem consome o mínimo até 10 m³ (tarifa fixa) vai de R$ 3,80 para R$ 4,03. O reajuste foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
De acordo com o governo estadual, sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o aumento apenas corrige a inflação acumulada dos últimos 16 meses, sem ganho real. O índice segue o contrato firmado após a privatização da Sabesp, concluída em 2024.
Apesar da justificativa oficial, moradores de cidades como Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Embu das Artes, Cotia, Embu-Guaçu e São Lourenço da Serra relatam problemas constantes no abastecimento. Ao longo de 2025, bairros dessas cidades enfrentaram interrupções repetidas no fornecimento, situação que se agravou nas semanas que antecederam o Natal, período em que muitas famílias ficaram com as torneiras secas por horas e até dias.
Em vários casos, a Sabesp informou que as falhas ocorreram por rompimentos de adutoras, manobras no sistema e quedas de energia, mas a repetição dos problemas aumentou a insatisfação da população.
Antes da privatização, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que a tarifa da Sabesp não aumentaria para a população. Depois, durante o processo de concessão, o governo passou a informar que os reajustes seguiriam apenas índices previstos em contrato.
Para moradores da região, no entanto, a principal reclamação é simples: a conta aumenta, mas o serviço não melhora. A população cobra investimentos em infraestrutura e regularidade no abastecimento, para que situações como as vividas no último Natal não se repitam.
O início de 2026, portanto, começa com água mais cara e a expectativa de que as promessas de melhoria no serviço finalmente saiam do papel.
O Corpo de Bombeiros localizou, na manhã deste sábado (17), o corpo de Marcos da Mata Ribeiro, de 68 anos, que havia desaparecido após o carro em que estava ser arrastado por uma enxurrada durante o forte temporal que atingiu a Zona Sul da capital paulista.
Segundo a corporação, o corpo foi encontrado por volta das 9h no Rio Pinheiros, a cerca de um quilômetro do ponto onde o casal foi visto pela última vez. A família foi acionada, compareceu ao local e reconheceu a vítima.
Marcos estava acompanhado da esposa, Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, que segue desaparecida. O casal voltava para casa quando o veículo em que estavam foi levado pela correnteza na Avenida Carlos Caldeira Filho, na altura do número 385, após a forte chuva que atingiu a região.
Imagens gravadas por testemunhas e enviadas à imprensa mostram o carro branco sendo arrastado pela água, já quase submerso. Em um dos registros, é possível ver uma das portas abertas e Maria Deusdete na beirada do veículo, momentos antes de ambos desaparecerem.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes seguem mobilizadas nas buscas pela mulher. Os trabalhos incluem varreduras em galerias pluviais, córregos e trechos do Rio Pinheiros, ampliando o raio de procura na Zona Sul da cidade.
O caso reforça o alerta das autoridades para os riscos durante temporais intensos, especialmente em vias sujeitas a alagamentos e enxurradas. A Defesa Civil orienta que motoristas evitem áreas alagadas e não tentem atravessar pontos com correnteza.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu em flagrante oito indiciados por envolvimento em um roubo de carga, ocorrido na Rua Nova Hamburgo, no bairro Oliveiras, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A ação foi conduzida por equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Taboão da Serra, após investigação iniciada logo após o crime.
De acordo com o registro policial, a carga de bebidas — avaliada em mais de R$ 15 mil — foi roubada mediante grave ameaça, violência e restrição da liberdade das vítimas, com atuação coordenada do grupo criminoso.
Abordagem na Rua Serra do Mar
Durante as diligências, os investigadores chegaram a um imóvel localizado na Rua Serra do Mar, no bairro Vista Alegre, também em Embu das Artes. No local, quatro indiciados foram encontrados dentro de uma habitação/apartamento: Vitor, Gabriel, Luiz Fernando e Arthur.
Durante as buscas, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 municiado, um simulacro de arma de fogo e documentos pessoais de Guilherme, apontando o vínculo entre os envolvidos.
Abordagem do veículo Cruze preto
Enquanto a equipe ainda atuava no local, um GM Cruze preto passou em frente ao imóvel. Diante das informações já levantadas de que o veículo teria sido utilizado no roubo, os policiais realizaram a abordagem.
No interior do automóvel estavam outros quatro indiciados: Guilherme, que conduzia o veículo, acompanhado de Thiago e Oester, além de um quarto ocupante. Todos foram detidos.
Segundo a Polícia Civil, Thiago possui extensa ficha criminal, com passagens por roubo e latrocínio (roubo seguido de morte). Já Oester também é investigado por crimes contra o patrimônio.
Carga localizada e vínculo entre os indiciados
A carga de bebidas roubada foi localizada em um imóvel situado a cerca de 50 metros do primeiro ponto de abordagem. O local onde a mercadoria estava escondida pertence a Gilvan, tio de Thiago, conhecido pelo apelido de “Pataxó”, reforçando o vínculo entre os indiciados e a estrutura utilizada para ocultação da carga.
Confissão e análise dos celulares
Durante as oitivas, apenas Luiz Fernando confessou participação no crime. Ele afirmou que teria sido contratado exclusivamente para descarregar as bebidas, recebendo R$ 300,00 pelo serviço. Segundo seu relato, a carga teria sido retirada de um Cruze preto, e após o descarregamento ele teria sido orientado a retornar para a casa de Guilherme, mas a ação policial ocorreu antes.
Os indiciados Guilherme, Vitor, Gabriel e Oester forneceram voluntariamente as senhas de seus aparelhos celulares e assinaram autorização para acesso ao conteúdo. Em análise preliminar, os investigadores localizaram, no celular de Oester, conversas da manhã do roubo, nas quais ele afirma que saiu para roubar carga e procurava vítimas. O material foi apreendido, periciado e anexado aos autos.
Prisão ratificada
Diante do conjunto probatório — que inclui imagens, apreensões, confissão parcial, conversas extraídas de celulares e demonstração clara de vínculo entre os envolvidos — a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante dos oito indiciados por roubo de carga e crimes correlatos.
Todos permanecem à disposição da Justiça, e o caso segue sob investigação para aprofundamento da responsabilização individual de cada envolvido.
Um ônibus do transporte coletivo pegou fogo na manhã desta quarta-feira (4) e provocou a interdição total da Avenida Rebouças, na zona oeste da capital paulista. A ocorrência foi registrada em frente ao Hospital das Clínicas, nas proximidades da região da Avenida Paulista. O fogo já foi controlado, mas a carcaça do ônibus permanece na via, o que ainda provoca intenso congestionamento na região, especialmente durante o horário de pico da manhã.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio teve início por volta das 7h05 e, segundo informações preliminares, o fogo teria começado no motor do veículo. No momento do incidente, cerca de 50 passageiros estavam dentro do ônibus.
Ainda segundo os bombeiros, três pessoas ficaram feridas — o motorista, o cobrador e um guarda civil que estava no coletivo. As vítimas receberam atendimento médico, sem informações oficiais sobre o estado de saúde até o momento.
Por conta do incêndio, o trânsito na saída do túnel que dá acesso à Rebouças ficou completamente parado no sentido Marginal Pinheiros. No sentido Consolação, motoristas também enfrentaram forte congestionamento. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) realizou desvios pela Alameda Jaú para tentar minimizar os impactos no fluxo de veículos.