A manhã desta quarta-feira, 8 de abril, foi de transtornos para motoristas que utilizam a rodovia Régis Bittencourt (BR-116), no trecho entre Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra e Embu das Artes. Longas filas, lentidão intensa e relatos de horas perdidas no trânsito marcaram mais um dia de dificuldades para quem depende da via.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, o congestionamento se estendeu por quilômetros no sentido São Paulo, atingindo trechos entre o km 308 e o km 280. A concessionária informou que a lentidão foi causada pelo excesso de veículos, sem registro de acidentes. Ocorreu obras de pavimentação no km 282, com interdição da faixa da direita, por volta das 6h39 a faixa foi liberada.
Motoristas relataram situação crítica desde as primeiras horas do dia. Em grupos de monitoramento da rodovia, há registros de veículos praticamente parados por longos períodos.
“Estamos há mais de 40 minutos parados no km 301”, relatou uma motorista. Outro condutor afirmou que a retenção já atingia diferentes pontos da rodovia: “No km 294 também está parado. A liberação ainda não chegou aqui”, disse.
Há ainda relatos de trajetos que deveriam ser rápidos, mas levaram horas. Um motorista contou que saiu por volta das 5h da região do Potuverá e demorou quase duas horas e meia para chegar à região da Liberdade, em São Paulo, mesmo tentando rotas alternativas por dentro de bairros.
A situação, segundo moradores e trabalhadores da região, não é pontual. O problema se repete praticamente todos os dias, principalmente no período da manhã, afetando diretamente quem precisa acessar a capital.
Diante do cenário recorrente, cresce a cobrança por melhorias estruturais na rodovia. Entre as principais demandas está a implantação de uma terceira faixa em trechos considerados críticos, medida apontada como essencial para aumentar a fluidez e reduzir os congestionamentos.
A Régis Bittencourt é um dos principais corredores que ligam o Sul ao Sudeste do país e também uma via fundamental para a mobilidade da região. No entanto, o aumento constante do fluxo de veículos, sem a ampliação proporcional da capacidade da pista, tem tornado o trânsito cada vez mais caótico.
Enquanto soluções definitivas não saem do papel, motoristas seguem enfrentando diariamente longos congestionamentos, atrasos e prejuízos na rotina.
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