Novo furto em escola estadual agrava crise e alunos seguem tendo aula no escuro em Itapecerica da Serra
Novo furto em escola estadual agrava crise e alunos seguem tendo aula no escuro em Itapecerica da Serra
Karen Santiago
A situação da Escola Estadual Sophia Maria Januária Amaral, no bairro Parque Paraíso, em Itapecerica da Serra, se agravou ainda mais. Na madrugada desta quinta-feira (5), criminosos voltaram a invadir a unidade, ampliando a sensação de insegurança e abandono relatada por pais e moradores.
De acordo com informações registradas ao abrir a escola por volta das 6h20, o diretor constatou novos danos na estrutura. Segundo o registro, a grade de proteção do quadro de energia havia sido removida e um tijolo da parede foi quebrado, possibilitando o acesso ao interior do prédio.
Durante a invasão, os criminosos furtaram quatro torneiras e uma mangueira de hidrante da unidade escolar.
O novo crime acontece enquanto a comunidade escolar já enfrenta outra situação crítica. Os alunos seguem assistindo aulas sem energia elétrica há mais de uma semana, após o furto da fiação elétrica da escola. Mesmo com as condições precárias, as aulas continuam acontecendo normalmente e os estudantes que faltarem recebem falta.
A reportagem esteve na porta da escola na manhã desta quinta-feira para ouvir pais e responsáveis. Muitos relataram indignação com a situação.
“É muito difícil ver nossos filhos tendo aula no escuro. A gente manda para a escola para aprender, mas parece que ninguém resolve o problema”, disse uma mãe de aluno.
Outra responsável também cobrou mais segurança. “A escola está sendo invadida várias vezes. A gente quer policiamento aqui, principalmente à noite. Do jeito que está, parece que virou alvo fácil”, afirmou.
Durante a presença da reportagem no local, um caminhão da Sabesp chegou à unidade, o que chamou a atenção de pais e moradores que aguardavam na entrada da escola.
Diante da sequência de furtos, famílias e moradores do bairro passaram a cobrar reforço no policiamento no entorno da escola, especialmente durante a madrugada, período em que os criminosos têm agido.
Enquanto o problema não é solucionado, crianças e adolescentes continuam frequentando uma escola sem energia elétrica e com novos danos estruturais, situação que levanta questionamentos sobre a segurança e as condições básicas de funcionamento da unidade.