A Secretaria de Educação de Taboão da Serra recebeu dois óculos inteligentes OrCam MyEye, equipamentos voltados a ampliar a inclusão de estudantes com deficiência visual na rede municipal. Os dispositivos utilizam tecnologia capaz de captar textos e imagens e reproduzir as informações em áudio, em tempo real.
A entrega dos aparelhos foi realizada no dia 6 de março, no Centro de Formação Tula Pilar, durante encontro com diretores das escolas municipais. Participaram da ação os secretários Maestro Edison Ferreira, da Cultura; Luciano Corrêa, da Educação; e André Egydio, de Tecnologia e Inovação.
Os óculos foram adquiridos pela Prefeitura com recursos de emenda impositiva destinada pelo então vereador Dr. André Egydio. Inicialmente disponíveis em outro espaço, os equipamentos agora passam a ser utilizados pela Educação para atender alunos do Centro de Inclusão e Apoio ao Deficiente Visual (CIADEV), que funciona junto à EMEB Prof. Francisco Ferreira Paes, no Jardim Mituzi.
Segundo o secretário de Tecnologia e Inovação, Dr. André Egydio, os dispositivos ajudam a ampliar a autonomia dos usuários. Ele destacou que os óculos conseguem ler textos e converter o conteúdo em áudio, além de identificar cédulas e moedas, com leitura em português, inglês e espanhol.
O secretário de Cultura, Maestro Edison Ferreira, afirmou que a transferência dos aparelhos para a Educação permitirá um melhor aproveitamento da tecnologia, levando o recurso de forma mais direta aos estudantes que necessitam do atendimento.
Já o secretário de Educação, Luciano Corrêa, ressaltou que a iniciativa fortalece as ações de equidade na rede municipal. De acordo com ele, a tecnologia contribui para garantir mais acesso ao aprendizado e reforça o atendimento especializado oferecido aos alunos.
Alunos de duas escolas municipais de Taboão da Serra passaram a contar com mais conforto no ambiente escolar após a entrega de novos equipamentos realizada pela Secretaria de Educação.
As unidades beneficiadas foram as EMEBs Bidu, no Jardim Freitas Júnior, e Ugo Arduini, no Parque Jacarandá. Ao todo, foram distribuídos 190 itens, entre colchonetes, lençóis com elástico e tatames em EVA, utilizados principalmente nas atividades com crianças menores.
A entrega foi feita na última sexta-feira (27), por meio do Departamento de Alimentação e Suprimentos, que tem atuado no apoio às unidades escolares com materiais essenciais para o dia a dia.
Na prática, os novos itens ajudam a melhorar a rotina dentro das escolas, especialmente nos momentos de descanso e atividades pedagógicas que exigem mais conforto. A direção da EMEB Bidu destacou que os equipamentos devem contribuir para um ambiente mais acolhedor, favorecendo o bem-estar dos alunos.
A ação faz parte do programa Escola Mais Bonita, que vem sendo adotado pela rede municipal com foco na melhoria das condições físicas das escolas — tanto com pequenas intervenções quanto com a reposição de materiais.
Segundo a Secretaria de Educação, a proposta é garantir espaços mais organizados e adequados, impactando diretamente na qualidade do ensino e no dia a dia de alunos e profissionais.
Um caso registrado em Itapecerica da Serra acende um alerta sobre os impactos do bullying entre crianças e adolescentes. Segundo informações apuradas pela reportagem, uma criança de apenas 10 anos passou a ser alvo de ataques constantes por parte de colegas, principalmente em um grupo de WhatsApp, onde eram compartilhadas mensagens ofensivas, humilhações e ameaças.
Os conteúdos tinham como objetivo ridicularizar a vítima, com comentários sobre aparência física e constrangimentos frequentes. Há indícios de que as agressões não ficaram restritas ao ambiente virtual e podem ter ocorrido também dentro da própria escola, ampliando ainda mais a gravidade da situação.
As agressões, inicialmente verbais, teriam evoluído para ameaças mais graves, levando a família a buscar ajuda. Os responsáveis afirmam que procuraram a direção da escola particular onde os fatos ocorreram, mas acusam a instituição de omissão. Segundo a família, mesmo após os relatos, não teriam sido adotadas medidas eficazes para interromper os ataques e, ainda a culpa foi atribuída à família por deixar a criança ter acesso ao celular.
Os pais da vítima registraram boletim de ocorrência na tarde de quarta, 1/4 e as autoridades analisam as circunstâncias e as providências cabíveis.
Bullying é crime e pode trazer consequências graves
A prática de bullying, inclusive no ambiente digital — como em grupos de mensagens — é considerada crime quando caracterizada como intimidação sistemática.
A Lei 14.811/2024 tipifica o cyberbullying como crime, com penas de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. O Brasil, inclusive, figura entre os países com maior incidência desse tipo de prática, o que reforça a necessidade de atenção e combate.
Além das implicações legais, especialistas alertam para os impactos profundos na saúde mental das vítimas, especialmente crianças. Entre as consequências estão:
ansiedade e depressão
queda no rendimento escolar
isolamento social
baixa autoestima
transtornos emocionais
em casos mais graves, pensamentos autodestrutivos
Caso recente no Ceará reforça gravidade do tema
O alerta ganha ainda mais peso após uma tragédia recente. No último domingo, uma criança de 12 anos morreu no Ceará, em um caso que levanta suspeitas sobre os efeitos do bullying. A situação gerou comoção nacional e reforça a urgência de atenção ao tema.
Responsabilidade coletiva
Especialistas destacam que o enfrentamento ao bullying exige ação conjunta entre escolas, famílias e poder público. Identificar sinais, acolher a vítima e agir rapidamente são medidas fundamentais para evitar consequências mais graves.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes.
Um caso que envolve denúncias de calúnia e possíveis ameaças contra uma creche no bairro São Marcos, em Itapecerica da Serra, tem gerado preocupação entre pais, responsáveis e profissionais da unidade.
Segundo relatos obtidos pela reportagem, há temor em relação à presença de um suspeito nas proximidades da creche. Pais e funcionários demonstram preocupação com a segurança, especialmente por se tratar de crianças entre zero e três anos.
Algumas pessoas ouvidas afirmam que o suspeito teria abordado educadores e observado a rotina da unidade. No entanto, até o momento, não há registros oficiais que comprovem episódios de perseguição ou filmagens, e essas situações não constam em documentos formais obtidos pela reportagem.
Registro e entraves legais
A direção da creche procurou as autoridades e registrou ocorrência. No entanto, conforme apurado, o caso acabou sendo classificado como não criminal naquele momento. O motivo seria a ausência de um denunciante específico, já que a instituição, por si só, não é considerada pessoa física para fins de tipificação direta de ameaça.
Ainda assim, o caso segue sendo acompanhado por autoridades locais.
Histórico e possível motivação
Informações levantadas pela reportagem apontam que o suspeito já teria apresentado comportamento agressivo anteriormente. A própria mãe dele possui medida protetiva em vigor, após relatar ameaças.
Há também registro de que ele foi detido em março deste ano por descumprimento dessa medida.
Segundo apuração, o comportamento recente pode estar relacionado à perda da guarda de um filho, que teria sido levado pelo então companheiro em janeiro deste ano. A informação é tratada como contexto e não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
A Autarquia de Saúde e os vereadores Daniel Belchior, Mauro Cavalheiro e Vicente Tinho acompanham o caso e buscam alternativas legais, incluindo a possibilidade de internação compulsória, diante de indícios de transtornos psicológicos.
Segurança reforçada
Diante da preocupação dos pais, a Guarda Civil Municipal informou que intensificou a segurança nos horários de entrada e saída da creche, com o objetivo de garantir a integridade de alunos e funcionários.
Investigação e responsabilidade
A reportagem apurou relatos de moradores e pessoas ligadas à unidade, porém não há, até o momento, confirmação oficial ou registro formal que comprove todas as situações mencionadas.
Especialistas apontam que, em casos que envolvem possíveis transtornos psicológicos, a análise deve considerar tanto a proteção da comunidade quanto o acompanhamento adequado do indivíduo.