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Cotidiano

 Governo anuncia retorno gradual das aulas e medida é duramente criticada pelos pais

O plano de retomada das aulas da rede pública e privada (do ensino infantil ao médio), anunciado para o dia 8 de setembro, com 35% da capacidade física de acordo com cada escola, teve grande repercussão e foi duramente criticado. Os pais, em sua maioria, de crianças até quatro anos, já declararam que não vão mandar seus filhos para a escola este ano devido a pandemia do novo coronavírus. 

 
A principal justificativa é a saúde dos pequenos, já que é praticamente impossível que crianças desta idade mantenham à distância do coleguinha, não coloque aos mãos nos olhos e boca, por exemplo. Há ainda a dificuldade que as crianças e até adolescentes enfrentam para ficarem com a máscara por um longo período. 
 
"Meu filho pode perder o ano letivo, mas não mando mais ele está ano para a escola", afirmou Suzi Antônio. "Assino o que for, enquanto não tiver vacina meus filhos não vão para a escola. Prezo pela saúde deles e na escola não há garantia nenhuma de que eles não ficarão doentes", observou Vitória Souza. 
 
 O anúncio feito pelo governo do Estado de São Paulo nesta quarta, 24 de junho, determina: 
 
- retorno geral das aulas presenciais, em conjunto para todas as cidades, a partir 8 de setembro – pelo plano, nessa data, o estado estará há 28 dias na fase amarela de flexibilização da economia; 
 
- as aulas só serão retomadas se todas as regiões do estado estiverem há 28 dias na fase amarela de flexibilização da economia; 
 
- retomada das aulas presenciais para todas as etapas escolares – creches, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio; retorno para redes públicas e privadas; 
 
- no ensino técnico, no profissionalizante e no superior, os alunos formandos poderão ter aulas nos laboratórios para cumprir seus créditos e concluir os cursos – no geral, o ensino superior terá regras específicas e ligadas ao Plano São Paulo;  
 
- três etapas de retomadas das aulas: a 1ª será com 35% dos alunos, a 2ª com 70% e a 3ª e última com 100% dos alunos;  
 
- estudantes que ainda não estiverem indo às escolas deverão continuar assistindo às aulas on-line; protocolos de higiene e distanciamento devem ser cumpridos pelas instituições; 
 
- distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes – mas esse distanciamento tem exceções, como nas creches, já que não há como aplicar a medida entre bebês e cuidadores (a orientação para tais casos, entretanto, não foi apresentada pelo governo); 
 
- disponibilização, pelo Governo de SP, de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos funcionários das escolas; 
 
- distribuição de máscaras aos estudantes e funcionários – o uso será obrigatório, e o aluno não poderá permanecer na escola se estiver sem máscara; professores pertencentes ao grupo de risco deverão seguir com as atividades de forma remota;  
 
- medição da temperatura dos estudantes na entrada da escola – os pais também deverão medi-la antes de seus filhos saírem de casa, e, caso ela esteja acima de 37,5°, a recomendação é não ir à escola;  
 
- proibição do uso dos bebedouros, que são comuns em escolas – será fornecida uma caneca aos estudantes e todos os profissionais; intervalos e recreios em revezamento de turmas e com horários alternados; 
 
- E horários de entrada e saída organizados para evitar aglomeração – e preferencialmente fora dos horários de pico do transporte público.
 
Texto com informações G1 e foto divulgação educação.gov.br

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